O que o pedido dos dois discípulos nos revela sobre eles? Com esse pedido os discípulos deixam muito claro que ainda não tinham compreendido os ensinamentos e os propósitos de Jesus, mesmo andando com o mestre há muito tempo. Evidenciam que eles absorveram uma mentalidade mundana, desejando trazer para dentro do grupo de discípulos padrões de comportamento e pensamentos do império romano. Ainda, o pedido revelou que o coração deles foi tomado pela ambição egoísta, levando-os a projetarem em Jesus suas expectativas egocêntricas. Passaram a exercer a fé visando alcançar objetivos individualistas. Essa forma de pensar e de desejar daqueles homens trouxe conflitos e divisão para o Corpo de Cristo, levando-os a perderem o propósito para o qual foram chamados.

Jesus vendo toda aquela situação conflitante intervém e traz profundas lições para os discípulos daqueles dias e para os de hoje também. Ele faz um paralelo entre a mentalidade mundana e a mentalidade do Reino. Na mentalidade mundana o teste de grandeza está no número de pessoas que alguém consegue controlar, o teste de grandeza está no poder, aproveitando sua influência pessoal para conseguir sua própria vantagem. Mas Jesus diz que entre nós não é assim. Servir e ser Servo tem a ver com quem nós somos, tem a ver com o propósito para o qual fomos criados. Jesus aqui não está falando de fazer algo, Jesus está falando de tornar-se, ser. Aquele que não serve e que não é servo não vive, apenas existe, pois não está exercendo seu propósito.

No Reino de Deus a grandeza é medida pelo serviço. Jesus ressalta que a mais alta honra a que um homem pode aspirar não consiste em ocupar os postos principais dos reinos, mas em servir outras pessoas. Por fim, mais do que a afirmação desse princípio, o que finalmente quebrou o coração duro dos discípulos foi o exemplo que o próprio Jesus deu, dizendo que Ele mesmo não veio para servido, mas para servir e entregar a sua vida para resgatar muitas outras. Jesus é o nosso padrão a ser imitado como Igreja, precisamos juntos nos esforçar para sermos uma igreja mais parecida com Jesus, precisamos ter a mente de Cristo.

Em Cristo,
Pr. Aldo Gléria.

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