O que poderia ser um nítido contraste do que um objeto da ira de Deus sentado com seu Filho em uma posição de glória? Essa questão está relacionada ao ser humano, que por natureza era objeto da ira de Deus, porque estava mergulhado na iniquidade, em oposição ao senhorio divino, com consequências desastrosas: morto espiritualmente e sujeito à eternidade sem Deus.

A notícia arrebatadora foi também escrita por Paulo, quando disse: “Deus, sendo rico em misericórdia, juntamente com Cristo, nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais” (Ef 2.1-9). Deus nos fez saber dessa notícia, ainda em vida terrena, para que pudéssemos mudar a direção do nosso destino (céu ou inferno). Nós mudamos a direção do nosso destino na eternidade quando estamos vivos.

A construção dessa realidade, a eternidade com Deus, passou pelas mãos de Jesus, quando transpassadas pelos doloridos cravos, que o prenderam à cruz. É confortante saber que embora sendo objetos da ira divina, porque estávamos maculados pelo pecado, Ele nos aceitou, ainda que não fôssemos merecedores dessa graça, mas o fez com base no seu amor e justiça perfeitos, revelados no Cristo da cruz.

Essa é a boa notícia. Essa é a verdade do Evangelho. Os filhos da ira de Deus, donos de uma dívida a ser paga, “porque o salário do pecado é a morte”, ganham um novo juízo. Uma vez que não tinham elementos suficientes para satisfazerem a Deus e pagarem a dívida; Jesus entra em cena e realiza a obra da redenção. Aqueles que eram inimigos e objetos da ira, agora passam para a condição de filhos e herdeiros com Jesus.

Por que conhecido pelos cravos? Porque a morte de Jesus foi o acontecimento que mudou a história humana. A Bíblia a descreve de forma clara e precisa: “Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras”; e diz mais: “Pois também Cristo morreu uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus”. Jesus Cristo tomou a natureza humana e teve uma morte terrível em nosso lugar, sofrendo o que deveríamos ter sofrido, para pagar a pena pelos nossos pecados. Essa é a resposta para os cravos.

De seu pastor e amigo,
Washington Luiz da Silva

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