Postado em 08/03/2026, Ir. Selma Karina
”A luz brilha na escuridão, e a escuridão não conseguiu apagá-la”. (João 1.5)
Simeão segurou o menino Jesus e profetizou: “Luz para revelação aos
gentios e para glória do teu povo Israel” (Lucas 2.32). Essa declaração aponta
para a identidade de Cristo como a Luz prometida, aquela que não pertence apenas
a um tempo específico, mas que ilumina todas as gerações. Por isso, a palavra
“brilha” é essencial para compreender João 1.5. O texto não diz “a luz brilhou”,
como algo restrito ao passado, nem afirma “a luz brilhará”, como uma promessa
distante. Ele declara que a luz brilha, agora, continuamente, sem interrupção. No
original grego, o verbo está em uma forma que indica uma ação permanente, algo
que nunca termina. Cristo, a verdadeira Luz, continua iluminando as trevas do
mundo, penetrando cada espaço escuro e oferecendo vida à humanidade.
Esse brilho não depende da nossa resposta, da nossa fé ou da nossa
capacidade de percebê-lo, porque Deus é luz e nele não existe escuridão alguma. As
“trevas” mencionadas por João vão além da ausência de luz física, elas representam
a condição espiritual do ser humano afastado de Deus, a ignorância espiritual, o
pecado, a rebeldia contra o Criador e a morte espiritual. João apresenta duas
verdades ao mesmo tempo: Primeiro, as trevas não conseguem compreender a luz,
porque existe uma cegueira espiritual que impede o coração humano de entender e
aceitar a revelação divina. Segundo, as trevas são totalmente incapazes de vencer
ou apagar a Luz, pois todo o poder do mal, do pecado e da morte não consegue
extinguir o brilho de Cristo.
Jesus declarou: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue nunca andará
na escuridão, mas terá a luz da vida” (João 8.12). Quando a Luz que brilha desde
antes da criação se fez carne e habitou entre nós. O Verbo eterno entrou no tempo,
assumiu forma humana, caminhou entre as pessoas, tocou os doentes, acolheu
crianças e sentou-se à mesa com pecadores. Por isso, somos chamados a refletir essa
Luz que nunca deixa de brilhar, a igreja existe como testemunha no meio da
escuridão, não por sua própria força, mas porque a Luz habita nela. “Vocês brilham
como estrelas no céu” (Filipenses 2.15), e “agora, unidos com o Senhor, vocês
vivem na luz; vivam, portanto, como pessoas que pertencem à luz” (Efésios 5.8).
Muitos permanecem nas trevas não porque a luz seja fraca, mas porque escolhem
fechar os olhos para ela. Nossa missão é viver de tal maneira que essa Luz seja
visível em nossas atitudes, para que as pessoas vejam nossas boas obras e
glorifiquem a Deus.
Ir. Selma Karina
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